sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Dores da Pedra na Vesícula

Frotes cólicas, dor na boca do estômago ou embaixo da costela, do lado direito – sobretudo depois de se alimentar com frituras e alimentos gordurosos –, além de enjôos, são os sintomas que mais acometem quem sofre de cálculos ou possui as chamadas pedras na vesícula. Para entender melhor o problema, é preciso conhecer um pouco do funcionamento, tanto da vesícula quanto do fígado.

Este produz uma substância chamada bile, cuja função básica é a de ajudar na digestão, através da emulsificação da gordura. A bile sai do órgão através de um canal e vai até o intestino. A vesícula fica no meio do caminho deste canal, que vai do fígado ao intestino e serve como um reservatório para a bile.

Quando o organismo necessita dessa bile para auxiliar na digestão, a vesícula se contrai e elimina uma quantidade maior naquele momento. Durante o tempo em que a pessoa está sem se alimentar, o fígado continua a secretar a bile, que vai se acumulando na vesícula. Quando a pessoa se alimenta, esta bile estará bem concentrada, sendo expelida através de uma contração, caindo no intestino na hora em que o alimento – sobretudo a gordura – é ingerido.

Mas afinal o que é o cálculo? Quem esclarece é o médico-chefe do Serviço de Cirurgia-Geral do Hospital Pedro Ernesto, Roberto Garcia. “A bile é um líquido formado por várias substâncias, porém três delas devem existir nas proporções certas. São elas: bilirrubina, sais biliares e colesterol.

Quando o colesterol da bile está mais alto do que as outras duas substâncias, ele se transforma em cristais que se aglomeram e acabam se transformando no que chamamos de cálculos.” O médico explica que estes cálculos são na verdade uma doença da bile. “Caso a pessoa não tenha vesícula, mesmo que o líquido (bile) seja hipersaturado, ou seja, com muita gordura, irá cair diretamente pelo canal no intestino.

Mas quando encontra um reservatório (vesícula), onde fica concentrado durante horas, isto permite que, nas pessoas que possuem uma alteração na bile, se formem pedras dentro da vesícula.” Pessoas mais propensas De acordo com o cirurgião, o problema é muito mais freqüente nas mulheres, em especial nas que estão obesas, têm acima de 40 anos e possuem mais de três filhos.

Um costume que também pode provocar a doença é o de fazer regimes rápidos, que levam a um emagrecimento em curto espaço de tempo, mas em que logo se recupera o peso perdido. “A pessoa resolve passar fome, fica muitas horas em jejum, e não estimula a contração. Caso apresente uma predisposição de problemas na bile, ela vai desenvolver este mal”, esclarece. Tratamento O tratamento consiste em cirurgia, e já é estabelecido há mais de cem anos no Brasil.

No ato cirúrgico, é retirada a vesícula. “Com este procedimento, mesmo que a bile continue com o problema de excesso de colesterol, ela não terá mais o local apropriado para que estes cristais se aglomerem. Então, a retirada da vesícula é o tratamento definitivo. Hoje em dia, o ideal é que se faça a cirurgia através de videolaparoscopia, que já é oferecida em toda a rede pública”, finaliza o cirurgião.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O QUE ACONTECE SE A CIRURGIA NÃO PUDER SER REALIZADA POR VIA LAPAROSCÓPICA?

Em um pequeno número de pacientes o método não é possível de ser realizado. Isto ocorre geralmente devido a dificuldades anatômicas locais inerentes do paciente ou do grau de inflamação que ocorre no local devido a doença da vesícula. Quando o cirurgião resolve converter uma cirurgia em prol da segurança do paciente, não se considera o fato como uma complicação mas sim como julgamento cirúrgico (bom senso). Fatores que podem levar a conversão da cirurgia fechada para aberta incluem obesidade excessiva , história de cirurgia abdominal prévia, sangramento de difícil contensão e outras.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Pancreatite Aguda, terrível consequencia...

A Pancreatite aguda é uma condição resultante da inflamação aguda do pâncreas. A principal função do pâncreas é produzir enzimas digestivas, insulina e glucagon que regulam os níveis de açúcar de sangue.

Na Pancreatite, as enzimas pancreáticas que normalmente são lançadas nos intestinos delgados para ajudar na digestão são ativadas dentro do próprio pâncreas e começam a danificá-lo. Se a crise é grave ou prolongada, ou se ocorrem surtos de pancreatite aguda repetidamente, a lesão permanente do pâncreas pode acontecer e levar a uma condição chamada pancreatite crônica.

As duas causas mais comuns de pancreatite são os cálculos de vesícula biliar e o etilismo (uso abusivo do álcool). Como o canal pancreático, que leva enzimas digestivas do pâncreas para o intestino delgado é comum ao canal da bile, que vem da vesícula biliar e do fígado, os cálculos biliares que entupirem o canal pancreático impedem que as enzimas cheguem ao intestino, ficando acumuladas dentro do fígado e sendo pois ativadas, corroendo o órgão por dentro. Embora a maioria das pessoas que bebem álcool não desenvolva a pancreatite, beber grandes quantidades de álcool pode ativar a pancreatite.

Outros fatores que às vezes podem causar pancreatite incluem:

Trauma abdominal (pancreatite traumática),
Cirurgia abdominal, Medicamentos, incluindo certos antibióticos (metronidazol, sulfa e tetraciclina), diuréticos tiazídicos e estrogênio, Altos níveis de cálcio ou triglicérides no sangue, Algumas infecções, como caxumba ou hepatite viral,
Procedimentos endoscópicos que envolvem o canal biliar e pancreático,
Idiopática (não é encontrada causa).

Quadro Clínico

Os sintomas da pancreatite aguda incluem:

o Dor abdominal superior que pode ser de tolerável à lancinante, em faixa, na altura do estômago, tanto à direita como à esquerda;

o Projeção da dor para as costas, tórax, flanco ou para baixo,

o Piora da dor com a alimentação, principalmente gordurosos,

o Náuseas e vômitos,

o Perda do apetite,

o Distensão abdominal (inchaço),

o Febre,

o Falta de ar,

o Cansaço,

o Hipotensão e Choque (pressão muito baixa impossibilitando o funcionamento dos órgãos).


Diagnóstico

A história clínica do paciente irá revelar o uso abusivo do álcool que, quando ausente, principalmente em mulheres, é fortemente sugestivo de calculose da vesícula biliar, confirmada pelo exame de Ultra-sonografia.

Os exames de sangue revelarão níveis elevados das enzimas pancreáticas, amilase e lípase confirmando o diagnóstico de pancreatite. A diminuição do cálcio no sangue é sinal de piora, assim como o aumento dos leucócitos, da glicose, da uréia e da creatinina.

Em alguns casos de pancreatite a amilase do sangue pode ser normal pois ela sobe rapidamente no início e logo diminui, não significando melhora.

Em alguns casos, a Tomografia Computadorizada de Abdome quando há suspeita de inchaço do pâncreas e da presença de líquidos no abdome. A tomografia também pode revelar pseudocistos pancreáticos que são cavidades contendo enzimas pancreáticas que se desenvolvem em alguns casos de pancreatite grave na pancreatite crônica. Complicações sérias podem acontecer quando os cistos estouram e as enzimas entram em contato a superfície do abdome (peritonite).

Prevenção

o Evitar o abuso de álcool se a pessoa nunca teve pancreatite,

o Nunca mais beber, se a pessoa já teve algum episódio de pancreatite álcool-induzida,

o Acredita-se que manter um peso normal e evitar a perda de peso rápida possa prevenir o desenvolvimento de cálculos biliares,

o Evitar o uso indiscriminado de antibióticos e de contraceptivos orais a base de estrogênio.



Tratamento


· Medidas Gerais:



o Repouso no hospital,

o Jejum para “descansar” o pâncreas,

o Reposição de líquidos por via endovenosa,

o Passagem de uma sonda pelo nariz até o estômago para controlar os vômitos,

o Nutrição parenteral (por uma veia grossa) pode ser necessária nos casos mais graves,



· Remédios para proteger o estômago de úlceras de stress. Inclui os bloqueadores H2 (Cloridrato de ranitidina) e os Inibidores da bomba de próton (Omeprazol, Pantoprazol, Esomeprazol, etc),



· Antibióticos só são indicados nos casos graves e quando a causa é a calculose biliar pela freqüente presença de infecção da vesícula – colecistite.



· A Cirurgia é indicada nas seguintes situações:



o Tratamento definitivo dos cálculos de vesícula (colecistectomia),

o Infecção pancreática documentada com abscesso (coleção de pus),

o Necrose (deterioração) extensa do pâncreas,

o Hemorragia importante,

o Choque que não melhora,

o Insuficiência de múltiplos órgãos.



Qual médico procurar?


O paciente com uma dor abdominal intensa, que não melhora com as medidas caseiras, ou que é acompanhada de vômitos ou náuseas intensos, deve-se procurar um cirurgião geral ou ser atendida em um pronto socorro.



Prognóstico.



A pancreatite de leve freqüentemente melhora na primeira semana, sem complicações e sem nenhum problema adicional, mas os casos graves podem durar várias semanas. A pancreatite crônica pode se desenvolver se houver uma lesão significativa do pâncreas ou se o paciente teve vários ataques ao longo do tempo.



Quase 10 por cento dos pacientes desenvolvem complicações como abscesso e necrose do pâncreas que podem requerer tratamento cirúrgico.



A Pancreatite causada pela bebida alcoólica ocorrerá em crises, de tempos em tempos, se o paciente insistir em beber. Aproximadamente 10 por cento dos pacientes com pancreatite aguda relacionada ao álcool desenvolvem pancreatite crônica.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Testemunho pessoal

Eu estava com uma terrível dor nas costas, vários médicos me olharam e disseram que devia ser problema na Vesícula...
3 anos após muita dor sentida, fiz a ultrassom e desscobri que tinha umas 100 pedras... vale ressaltar que muita gente tem morrido com o deslocamento dessas pedrinhas para o pâncreas...
Creio que foi um salvamento de Deus, estou vivo e sadio !

Se você tem dores nas costas..não repita o meu erro, faça o exame o quanto antes !

Eduardo Machado
Goiânia - GO

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