segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

OPERAR OU NÃO OPERAR ? EIS A QUESTÃO

Antes de qualquer coisa, se você tem alguma dúvida sobre o que será da sua vida sexual depois da cirurgia, leia aqui SEXO no pós cirúrgico.

Sempre trabalhadora e silenciosa, a vesícula é onde fica armazenada a bílis, um líquido esverdeado, amargo e viscoso, secretado pelo fígado e que, por meio de sistema próprio de canais, é levado ao duodeno, participando, de modo importante, da digestão. Mas, às vezes, por uma disfunção orgânica, ocorre uma alteração na fabricação da bílis, precipitando a formação de cristais, que, pouco a pouco, vão aumentando de tamanho e dão origem aos chamados cálculos biliares. A maioria das pessoas que têm cálculos não apresenta sintomas. Apesar de a cirurgia laparoscópica ser muito disseminada, ela só é indicada em determinados casos. Qual é a evolução dos cálculos biliares assintomáticos? A freqüência dos sintomas e complicações dos cálculos biliares descobertos por acaso é relativamente pequena. De modo geral, quem tem cálculo biliar nunca apresentará sintomas ou complicações decorrentes de cálculos assintomáticos na vesícula biliar. Mesmo assim, vários pesquisadores vêm tentando estabelecer quais pacientes poderiam apresentar problemas biliares ao longo de sua vida. Até onde se sabe, não parece haver relação entre sintomas e idade, sexo e número de cálculos. Portanto, até o momento, há o consenso de que a evolução dos cálculos que não apresentam sintomas é benigna e não requer intervenção.

Qual é a evolução dos cálculos biliares sintomáticos? Por outro lado, uma vez que os cálculos causam sintomas típicos de doença biliar, o risco de persistência destes problemas é relativamente alto. Além disso, a maioria das complicações da doença calculosa biliar é precedida de um ataque de cólica biliar. Portanto, uma vez que o paciente tenha apresentado cólica biliar, a tendência é que estes episódios se repitam até culminarem em alguma complicação, caso nada seja feito. Como a cólica biliar se manifesta? A principal queixa dos pacientes que apresentam sintomas é a cólica biliar. A maioria dos clínicos concorda que a cólica biliar - o sintoma mais característico do cálculo de vesícula - não é um nome adequado, pois a dor não é do tipo cólica. Ao contrário, é uma dor contínua e muito intensa na parte superior do abdômen, e durante a qual se alternam períodos de piora e de melhora. Esta dor dura de 15 minutos até horas e é comumente acompanhada de náuseas e vômitos. Evolui, freqüentemente, sem fatores precipitantes. O intervalo entre os episódios pode variar de dias a meses ou até anos, e, raramente, sintomas diários podem ser atribuídos aos cálculos de vesícula. A cólica biliar deve ser diferenciada de sintomas inespecíficos que caracterizam a dispepsia funcional. Gases, azia, desconforto abdominal, intolerância a alimentos gordurosos são queixas freqüentes nos consultórios. Entretanto, ocorrem tanto em pacientes com cálculos quanto em pacientes sem cálculos de vesícula. Esta diferenciação é fundamental para o sucesso do tratamento, já que este só é indicado para a cólica biliar. No episódio de cólica biliar sem complicações não são detectadas alterações nos exames laboratoriais. O principal exame para confirmar o diagnóstico de cálculo na vesícula é a ultra-sonografia abdominal. Quais as principais complicações do cálculo biliar? Quando o quadro persiste por mais de seis horas, a suspeita de colecistite aguda deve ser afastada. A maioria dos pacientes com colecistite aguda tem episódios prévios de cólica biliar.
A dor da colecistite aguda é mais prolongada, pode se localizar mais precisamente sobre o lado direito do abdômen superior e se associa à febre. Na presença de colecistite aguda, a parede da vesícula biliar encontra-se espessada no exame de ultra-som. Uma vez que a vesícula torna-se inflamada, sinais de infecção e elevação das enzimas hepáticas aparecem nos exames de sangue. Em alguns pacientes, os cálculos podem escapar da vesícula. Se forem pequenos, podem passar direto dos canais biliares para o intestino, saindo nas fezes. Se forem um pouco maiores, podem se alojar nos canais biliares, causando complicações, como icterícia, colangite ou pancreatite. A obstrução da passagem da bílis resulta em icterícia (cor amarelada da pele e da parte branca dos olhos) e coceira. Cálculos no canal biliar principal são freqüentemente associados à infecção, resultando no grave quadro de colangite aguda, que se caracteriza por cólica biliar, icterícia, febre e calafrios, necessitando de tratamento urgente. A pancreatite aguda (inflamação do pâncreas) também pode ser causada pela passagem de cálculos pelo canal biliar. Alguns especialistas recomendam a retirada da vesícula com paredes calcificadas (também chamada vesícula em porcelana) pelo risco de desenvolvimento de câncer de vesícula. Embora cálculos grandes (maiores que 3 cm) possam ser associados a câncer de vesícula, a sua retirada profilática ainda é controversa. Qual a melhor opção terapêutica? Há o consenso de que cálculos assintomáticos não devem ser tratados. Apenas os cálculos sintomáticos ou com complicações e a vesícula calcificada devem ser tratados. As opções incluem a cirurgia (colecistectomia), a dissolução ou fragmentação dos cálculos. A colecistectomia é o único tratamento definitivo. É uma cirurgia simples e segura, e indicada para a maioria dos pacientes com cálculos. Atualmente, a colecistectomia por via laparoscópica facilitou o procedimento com um menor tempo de internação, menor número de complicações e retorno mais rápido do paciente para a sua rotina. É por esta razão que a colecistectomia passou a ser escolhida pela maioria dos pacientes com cálculos de vesícula. Entretanto, em cerca de 5% dos casos e na presença de complicações, a colecistectomia convencional pode ser uma opção melhor. O tratamento não-cirúrgico é reservado aos pacientes que não querem se submeter à cirurgia ou que tenham um risco cirúrgico muito alto. É importante ressaltar que tanto a dissolução quanto a fragmentação dos cálculos não são procedimentos definitivos. Como a vesícula não é removida, os cálculos podem, com o passar do tempo, reaparecer. Os cálculos presentes nos canais biliares podem ser removidos através de um exame endoscópico, chamado colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER). Este exame pode ser realizado antes, durante ou depois da colecistectomia. Os sintomas podem persistir após a colecistectomia?

A persistência de sintomas após a colecistectomia deve ser observada e discutida com os pacientes antes de submetê-los à cirurgia. Muitos médicos costumam indicar a colecistectomia ante a ocorrência de sintomas inespecíficos, como intolerância a alimentos gordurosos, gases, eructação, azia, náuseas. Embora alguns pacientes possam melhorar destes sintomas após a cirurgia, vários estudos demonstraram que estes podem estar presentes na presença ou na ausência de cálculos biliares, e, portanto, não são específicos da doença biliar. Realizar uma colecistectomia apenas para ver se estes sintomas melhoram não é recomendado. Além disso, a colecistectomia não é um procedimento inócuo, podendo levar a outros sintomas como a diarréia pós-colecistectomia. Pelo grande espectro de apresentação clínica, pela possibilidade de melhora de alguns pacientes e pela facilidade proporcionada pela colecistectomia laparoscópica, a cirurgia poderia até ocasionalmente ser indicada em pacientes com este tipo de sintomas, desde que estes sejam intoleráveis, tenham investigação negativa para outras causas, ou o assunto tenha sido discutido previamente com o paciente e o mesmo tenha aceitado a possibilidade dos sintomas não serem aliviados pela cirurgia.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Pedra na vesícula: porque esse mal atingem principalmente as mulheres ?

O mal da pedra na vesícula, também conhecido como cálculo biliar, atinge principalmente as mulheres por questões hormonais, mas não é exclusividade do sexo frágil. A proporção é de quatro mulheres para cada homem na faixa etária reprodutiva, mas com a idade, esta proporção vai diminuindo, chegando a quase igualar no idoso. Embora não se saiba com certeza quais são as causas das pedras na vesícula, o certo é que são mais frequentes em mulheres com mais de 40 anos, que tiveram muitos filhos, com excesso de peso e diabéticas.

Na opinião do cirurgião Eduardo Akaishi, as pedras que se depositam na vesícula normalmente são formadas pela desproporção dos componentes da bile (líquido produzido pelo fígado, que auxilia na digestão dos alimentos, principalmente dos gordurosos) como o colesterol, fosfolipídeos e sais biliares.

"Há dois tipos de pedras: pigmentadas (bilirrubinas, de coloração negra) e as de colesterol (coloração amarelada), que são mais comuns, manifestando-se em cerca de 80% dos casos. Apesar disso, é importante ressaltar que a formação do cálculo de colesterol não tem nenhuma ligação com as taxas de colesterol no sangue" explica Akaishi.

A maioria dos portadores da pedra na vesícula não faz idéia de que possui o problema, pois 80% dos doentes não têm nenhum tipo de sintoma. Já os outros 20% podem apresentar dor, vômito e icterícia (pele e olhos amarelados como na hepatite). "É importante esclarecer que a ingestão de alimentos gordurosos pode desencadear as crises dolorosas em quem é portador de pedra na vesícula, mas não tem nenhuma influência na formação das pedras", esclarece Akaishi.

Alguns fatores favorecem a formação de pedras como o excesso de peso e de calorias ingeridas, predisposição genética, idade, paridade, longos períodos de jejum e pessoas que passaram por cirurgia do intestino ou estômago.

"O tratamento pode ser cirúrgico ou com medicamentos que ajudam a dissolver as pedras, sendo o último procedimento atualmente em desuso pela pouca eficiência", afirma o cirurgião. Segundo Akaishi, a melhor forma de tratamento é a cirurgia em que a vesícula é retirada junto com as pedras. "O procedimento é rápido, varia de 30 a 60 minutos, e no outro dia o paciente tem alta hospitalar. O único cuidado nos primeiros dias é com a alimentação que deve ser controlada com refeições leves, pois o aparelho digestivo acabou de passar por uma cirurgia", explica Akaishi.

É importante lembrar que, embora seja rara, o câncer de vesícula biliar pode ocorrer em pacientes com cálculos. Não há comprovação científica de que as pedras possam induzir ao câncer. Então, quando se retira a vesícula é importante observar o exame microscópico da vesícula para assegurar que não existe um câncer já instalado.

Mesmo com o tratamento avançado, o melhor é prevenir. "Cuidar-se para não exceder o peso, evitar longos períodos de jejum, consultar um especialista após os 40 anos, principalmente se há casos de pedra na vesícula na família e realizar exames de ultrassonografia abdominal sempre que necessário, já é um grande passo para a prevenção", finaliza Eduardo Akaishi.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Conheça sua Vesícula

A vesícula biliar é um órgão oco, com formato de pêra, preso à superfície inferior do fígado e que desemboca por meio do ducto cístico no colédoco ou ducto hepático comum. A parede da vesícula apresenta-se constituída por quatro camadas diferentes. Uma camada mucosa, constituída por epitélio prismático simples e lâmina própria. Uma camada de músculo liso. Uma camada bastante desenvolvida de tecido conjuntivo perimuscular; e uma camada adventícia, na parte da vesícula presa ao fígado e serosa no restante da vesícula. A função da vesícula é acumular bile produzida pelo fígado; a bile armazenada na vesícula passa por um processo de concentração pois as células da camada mucosa absorvem a água, concentrando a bile de 55 a 100 vezes. Este processo se dá devido a um transporte ativo de sódio, sendo a água transportada passivamente pelo gradiente osmótico. A água e o cloreto de sódio absorvidos entram pela superfície apical das células epiteliais e fluem para os espaços extracelulares dos lados e da base das células, depois para o tecido conjuntivo e para os vasos sangüíneos e linfáticos. A contração da musculatura lisa da vesícula biliar é severamente controlada pela ação do hormônio colecistocinina, elaborado na mucosa intestinal, que promove o lançamento da bile na luz do duodeno. A secreção total de bile é de aproximadamente 700 a 1. 200ml, e o volume máximo da vesícula é de apenas 30 a 60 ml. No obstante, a secreção biliar de até 12 horas pode ser armazenada na vesícula biliar, pois a água, o sódio, o cloreto e a maioria dos outros pequenos eletrólitos são absorvidos continuamente pela mucosa vesicular, diminuindo o volume total da bile e, conseqüentemente, concentrando os outros elementos. O esvaziamento da vesícula biliar só acontece se o esfíncter que regula a passagem do ducto colédoco ao duodeno, o esfíncter de Oddi, estiver relaxado, e se a musculatura lisa da vesícula se contrair gerando a força necessária para deslocar a bile ao longo do duto colédoco. O principal estímulo para o esvaziamento da vesícula biliar é a liberação do hormônio colecistocinina. Este hormônio é liberado pela mucosa intestinal, especialmente pelas regiões superiores do intestino delgado, na presença de gorduras no alimento que penetra no intestino. A coleistocinina secretada é absorvida pelo sangue e ao passar pela vesícula biliar produz contrações específicas do músculo vesicular, essas contrações criam a pressão que força a bile para o duodeno. Quando não existe gordura na refeição, a vesícula esvazia-se precariamente; porém quando a quantidade de gordura é suficiente a vesícula esvazia seu conteúdo em uma hora.

sábado, 29 de novembro de 2008

Porque se formam as pedras dentro da vesícula ?

A maior parte ( 75% ) dos cálculos são constituídos por colesterol e são transparentes ao Rx, uma minoria são constituídos por bilirrubinato de cálcio e são opacos ao Rx. A alteração do balanço entre os três principais constituintes da bílis – colesterol, fosfolípidos e sais biliares – leva à precipitação de cristais de colesterol que proporcionam o núcleo para a formação de cálculos na vesícula. Outros factores como alterações do esvaziamento da vesícula e factores genéticos podem precipitar a formação de cálculos. A importância dos factores genéticos é posta em evidência nos Índios Pimma dos EUA: aos 25 anos de idade 75% das mulheres têm cálculos na vesícula.

domingo, 23 de novembro de 2008

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O que a nutrição tem a ver com o fígado?

A nutrição e o fígado estão inter-relacionados de diversas formas. Algumas funções são bem conhecidas, mas outras não. Na medida em que tudo que comemos, respiramos e absorvemos pela pele deve ser “refinado e desintoxicado” pelo fígado, especial atenção à nutrição e à dieta podem ajudar a manter o fígado sadio. Em algumas doenças hepáticas em especial, a nutrição torna-se um fator consideravelmente mais importante.

Como controlar a Bile

É bom que se saiba que o local do tubo digestivo onde ocorre a digestão de uma maior variedade de nutrientes é o intestino delgado. O quimo fica, aí, sujeito à ação de importantes sucos digestivos (suco pancreático e suco intestinal) e, ainda, da bile. 
A progressão dos alimentos ao longo do intestino é devida aos movimentos peristálticos, ocasionados pelas contrações das fibras musculares das paredes deste órgão. 
Entretanto, o suco pancreático, alcalino, produzido pelo pâncreas, é lançado no duodeno através de canais. Deste suco fazem parte diversas enzimas, entre as quais a tripsina, a amilase, a maltase, e a lipase pancreática. A figura seguinte pretende esquematizar a morfologia deste órgão secretor: 

A digestão completa-se por ação das enzimas sacarase, maltase, lactase, lipase, amilase e pepsina, existentes no suco intestinal, que é secretado pelas glândulas que revestem o intestino. 
É de salientar a ação da bile na digestão intestinal que, embora não provocando transformações alimentares, facilita a digestão. Além da ação antissética, tem por função diluir o conteúdo intestinal, reduzindo a tensão superficial das gorduras, emulsionando-as, para posteriormente serem digeridas pela lipase pancreática e intestinal. É uma substância alcalina, produzida continuamente no fígado, com sabor amargo, de cor amarelo-ouro esverdeada, permitindo a neutralização do quimo. A figura ao lado representa esquematicamente o fígado de um ser humano: 

Depois de concluída a digestão intestinal, a massa alimentar fica reduzida a uma pasta semi-líquida de aspecto leitoso, o quilo, formado especialmente por água, sais minerais, glicose, glicerina, ácidos graxos e aminoácidos, prontos para serem absorvidos. 
No intestino grosso ocorre ainda a digestão, com intervenção de enzimas bacterianas, sendo alguns dos metabólitos resultantes dessa digestão absorvidos através da sua parede. Por outro lado, os materiais não digeridos são concentrados (porque ocorre a absorção de água) e acumulados, até a defecação.

domingo, 9 de novembro de 2008

LIMPEZA E CURA DO FÍGADO E DA VESÍCULA

Este consagrado método foi retirado do livro "A cura para todas as enfermidades", da Dra. Hulda Clark.


Esta limpeza é séria, funciona e deve ser seguida à risca para que o resultado seja alcançado com sucesso. Ela limpa o fígado e a vesícula e pode evitar a retirada cirúrgica da vesícula biliar.
Eis alguns sintomas de quem tem problemas na vesícula ou no fígado:
Dificuldade para digerir comidas oleosas.


Sono e/ou peso após as refeições com comidas que contêm gordura (carne, pequi, fritura, cozidos com óleo, abacate, etc.).


Mau humor e irritabilidade freqüentes.


Manutenção de uma alta taxa de glóbulos brancos (os leucócitos, entre eles os eritrócitos, linfócitos e neutrófilos).


Febre interna freqüente.


Sistema imunológico deficiente contra infecções.


Baixa capacidade de proteção do corpo.


Retorno de sintomas de doenças.


A limpeza é recomendada para casos clínicos hepáticos envolvendo o fígado ou a vesícula, fígado "gordo", síndrome do intestino irritado, inflamação dos intestinos, colite, intolerância a alimentos, dificuldades digestivas e outros relacionados ao sistema digestivo inferior.


É comum muitas pessoas, incluindo crianças, terem pequenas pedras nos finos dutos do fígado e também armazenadas na vesícula. Algumas desenvolvem alergias ou reações na pele e outras não apresentam quaisquer sintomas. Quando a vesícula é examinada com Raio-X ou outros aparelhos nada é visto, pois na maioria das vezes essas pedras não estão na vesícula e também porque os equipamentos não conseguem detectar corpos muito pequenos ou que não sejam compostos de cálcio.


Existem mais de meia dúzia de variedades de pedras biliares, e a maioria tem cristais de colesterol como núcleo. No núcleo de cada pedra há um aglomerado de bactérias, de acordo com cientistas.


Com as pedras se acumulando nos dutos, a pressão anterior no fígado se eleva e faz com que ele entregue menos bile e com que possa haver vazamento de bilirrubina para a corrente sanguínea. Com menos bile sendo entregue aos intestinos, menos colesterol deixa o corpo e os níveis de colesterol passam a se elevar bastante.


Além disso, essas pedras são porosas e as bactérias, vírus e parasitas que passam normalmente pelo fígado podem se aderir às paredes das pedras, formando focos de infecção interna que fornecem ininterruptamente microorganismos nocivos ao corpo.
Nenhuma infecção estomacal como úlceras ou inchaço intestinal pode ser totalmente curada sem remover essas pedras do fígado.


Para melhores resultados e para evitar um mal-estar após o processo, recomenda-se fazer antes a limpeza de parasitas seguida da limpeza dos rins e tratamento de cáries.


Independentemente da limpeza dos rins é importante beber bastante água e suco para que todas as toxinas possam ser expelidas (Dra. Clark recomenda as demais limpezas para um processo integral, mas elas não são pré-requisitos desta).




SEGURANÇA DA LIMPEZA


Esta limpeza é muito segura. A Dra. Hulda Clark se baseou em mais de 500 casos, incluindo pessoas de mais de 70, 80 anos. Nenhuma teve que ir ao hospital ou relatou dores. Mas pode-se sentir um mal-estar por um ou dois dias após a limpeza, embora em cada um destes casos a limpeza de parasitas foi negligenciada. Após a limpeza de pedras da vesícula e do fígado são esperados os seguintes resultados:


Desaparecimento de crises hepáticas.


Desaparecimento de alergias, dores nos ombros, nas partes superiores dos braços e nas costas, a cada limpeza.


Aumento da energia para o dia-a-dia.


Melhora da digestão.


Melhora da saúde como um todo, já que a boa digestão é a base da boa saúde.


PREPARAÇÃO PARA A LIMPEZA


Sal-amargo (ou sulfato de magnésio, sal de epsom ou MgSO4 + 7H2O) - 4 colheres de sopa (60 g)


Água mineral (ou água pura) - 3 copos (750 ml)


Azeite de oliva (extravirgem, primeira pressão a frio) - ½ copo (125 ml)


Limão fresco (qualquer tipo de limão, de preferência orgânico, ou grapefruit) - de 2 a 4 grandes (o suficiente para encher 2/3 de copo com suco, uns 180 ml)


Canudo para ajudar a tomar o óleo.
Observação: É melhor lavar os limões antes duas vezes com água quente e secá-los a cada vez.


Escolha um dia como sábado para a limpeza para descansar no dia seguinte. Não tome qualquer remédio, vitaminas ou pílulas sem os quais você possa ficar, pois eles podem atrapalhar o processo de limpeza. Se estiver fazendo a limpeza de parasitas, pare 1 dia antes. É importante salientar que não se aconselha fazer a limpeza enquanto o estado de enfermidade estiver muito agudo.




PARTE 1 – CAFÉ DA MANHÃ


Sugestões: chás (menos de mate, preto, chocolate e café), evite ingerir pães (nem bolo nem biscoito, porque contêm óleo), sucos de vegetais, de verduras ou legumes e mel. Isso fará com que a bile se acumule e aumente a pressão anterior (atrás), o que favorece a limpeza porque mais pressão significa empurrar mais pedras para fora. Também mais bile descerá à vesícula e nela se acumulará.




PARTE 2 – ALMOÇO


Faça uma comida leve, livre de qualquer gordura – não coma leite, coalhada, ovos, carnes (por causa do colesterol), azeite, manteiga, queijos, margarinas, abacate, patês, requeijão, castanhas, nozes, amêndoas, etc. – e evite proteínas e produtos que contenham cafeína (café, chá, etc.). Sugestão: a mesma acima.




PARTE 3 – PAUSA DE INGESTÃO


Às 14 horas pare de comer ou beber. Se você quebrar esta regra poderá se sentir muito mal mais tarde. Prepare nessa hora o sal-amargo:


Misture bem quatro colheres de sopa de sal-amargo (todo o recomendado) e os três copos de água (750 ml) em uma jarra. Distribua todo o conteúdo em 4 copos e coloque na geladeira.


Nota: Você pode acrescentar vitamina C em pó à água ou substituir a água por suco puro de limão, de maçã ou de grapefruit para melhorar o gosto.




PARTE 4 – PRIMEIRO COPO


Às 18 horas, beba o copo 1 da mistura de sal-amargo que está na geladeira. Você pode bochechar com alguns goles de água após beber o sal-amargo para lavar a boca. Se já não estiverem, deixe os limões (ou grapefruit) e o azeite fora da geladeira para ficarem à temperatura ambiente.


IMPORTANTE: Você pode ir ao banheiro a qualquer hora que tiver vontade, menos durante o repouso (após beber o óleo com limão).




PARTE 5 – SEGUNDO COPO


Às 20 horas, beba o copo 2 da mistura de sal-amargo que está na geladeira. Você pode bochechar com alguns goles de água após beber o sal-amargo para lavar a boca. Mesmo não tendo comido desde as 14 horas, você não sentirá fome. Já é hora de se preparar para dormir. Coloque tudo o que você precisa por perto porque o tempo com que os próximos passos são executados é fundamental para o sucesso da limpeza.




PARTE 6 – PREPARANDO O COPO DE ÓLEO E LIMÃO


Às 21h45 ou um pouco antes, separe meio copo de azeite de oliva (125 ml) e esprema os limões (ou grapefruit) até encher ¾ de outro copo, removendo a polpa com um garfo ou passando por uma peneira ou coador. Deve restar pelo menos ½ copo. Misture o suco espremido com o azeite. Coloque em uma jarra ou recipiente fechado (ou no liquidificador ou mixer de mão), tampe e chacoalhe bastante para misturar bem. Note que só o suco de grapefruit permite que a mistura fique homogênea. Portanto, talvez seja preciso mexer bem antes de beber a mistura. Agora vá ao banheiro uma ou mais vezes, mesmo que atrase a hora de tomar o óleo (às 22h), mas não passe mais de quinze minutos das 22 horas.




PARTE 7 – BEBENDO O ÓLEO


Às 22 horas, tome toda a mistura de óleo e limão.


ATENÇÃO: Você deve beber o óleo estando em pé, não deitado.


Dicas para beber o óleo


Se tiver dificuldade para beber o azeite com limão (e terá que beber até a última gota), use alguns artifícios: bata no liquidificador ou mixer de mão para misturar bem; use um canudo para evitar que o líquido passe pelas papilas gustativas; tome mais devagar (não passe de 5 minutos para tomar tudo; pessoas mais idosas ou doentes podem estender até 15 minutos); alterne alguns goles com um pouco de mel.


IMPORTANTE: Não vá ao banheiro durante o repouso (até 1 hora e meia após beber o óleo com limão).


Deite-se imediatamente após beber o óleo. O quanto antes você deitar mais pedras sairão. Ao terminar de beber, dirija-se para a cama e deite na posição de costas e com a cabeça alta no travesseiro. Se não fizer isso poderá não expelir as pedras. Portanto, esqueça a cozinha e atenha-se ao dormir. Tente pensar sobre o que está acontecendo no fígado. Você poderá sentir as pedras caminhando pelos dutos biliares, mas sem dor porque as válvulas da vesícula e dos dutos biliares estarão abertas, graças ao sal-amargo.


Tente ficar completamente parado na mesma posição (de costas) pelo menos por 1 hora (melhor se forem 2 horas imóvel). Esvaziar a mente e dormir é o melhor a fazer agora.




PARTE 8 – O DIA SEGUINTE E O TERCEIRO COPO


Ao despertar, tome o copo 3 de sal-amargo, mas não antes das 6 horas da manhã. Se você tiver alguma indigestão ou náusea ao acordar, aguarde até que passe, antes de beber. Depois de beber, pode voltar para a cama.




PARTE 9 – QUARTO E ÚLTIMO COPO


Duas horas depois de tomar o terceiro, beba o copo 4 do sal-amargo. Se quiser, volte para a cama.




PARTE 10 – COMER


Duas horas depois da última dose de sal-amargo, pode comer novamente. Comece com suco de frutas ou um copo de clorofila. Depois de 2 horas, pode comer comida normal, mas prefira alimentos leves, de fácil digestão e com pouco ou nenhum tempero (principalmente condimentos). Você deverá se sentir restabelecido ao fim da tarde.


Nota: Alimentos bem leves são aconselháveis durante este dia. Afinal, quase todo o percurso dos intestinos (uns 5 a 7 metros) terá se esvaziado durante a limpeza.




COMO SABER SE A LIMPEZA DEU RESULTADO?


Espere por uma leve diarréia logo pela manha (talvez não imediatamente após acordar). Ela é necessária para que as pedras que desceram da vesícula possam ser expelidas para fora do corpo.


Pode-se usar uma lanterna para ver as pedras no vaso. Procure pela esverdeada, pois ela é prova de pedra biliar genuína - e não resíduos de comida. Só a bile do fígado é verde como uma ervilha. O verde pode estar bem claro ou mais escuro (pedras formadas há mais tempo).


Se quiser ver melhor as pedras, coloque algum tipo de peneira de furos maiores (grossa) no vaso (acima da água). A diarréia fará com que as fezes passem diluídas pelos furos e as pedras ficarão na peneira.


MAS É IMPORTANTE NÃO HAVER CONTATO COM AS FEZES PARA NÃO OCORRER NENHUMA CONTAMINAÇÃO! USE A PENEIRA SOMENTE SE TIVER CURIOSIDADE.


O melhor é visualizar e descartar o quanto antes, pois as pedras geralmente estão contaminadas por bactérias, microorganismos nocivos e até vermes. Não adianta usar luvas ou "proteção" porque alguns são menores que os poros da luva e entram novamente no organismo pela pele.


Geralmente, para que a pessoa se livre completamente de alergias, bursite e dores na parte superior das costas, cerca de 2 mil pedras terão que ser expelidas. Mas esse número de pedras é o resultado da soma de algumas limpezas seguidas. A primeira limpeza talvez livre a pessoa de alguns sintomas por poucos dias, mas assim que as pedras da parte anterior do fígado começarem a descer para frente os sintomas retornam.


Pode-se repetir a limpeza com intervalos de 2 semanas, pelo menos (sugerimos 20 dias a 1 mês). Nunca faça a limpeza quando estiver doente.


São esperadas de 50 a 200 pedras ou cristais por evacuação.


Este procedimento contradiz vários pontos de vista médico. Acredita-se que as pedras biliares são formadas na vesícula biliar, não no fígado. Pensa-se que são algumas e não milhares. Os médicos não as ligam às dores além daquelas que atingem a vesícula. E é fácil compreender isso: quando a dor aguda aparece, várias pedras já estão na vesícula e são grandes e suficientemente calcificadas para serem vistas nos raios-X e, claro, já causaram inflamações lá. Quando a vesícula é retirada, as dores se vão, mas outros sintomas, como bursite e outras dores e problemas digestivos, continuam.

domingo, 2 de novembro de 2008

Beber café pode diminuir a incidência de cálculo biliar em mulheres

Os famosos e indesejados cálculos biliares são massas sólidas formadas por colesterol, sais de cálcio ou bile que se formam na vesícula biliar, que armazena a bile do fígado. Pequenos cálculos podem não apresentar sintomas, mas os maiores tendem a bloquear a entrada da vesícula biliar, causando dor e inflamação. As mulheres têm um risco duas vezes maior de desenvolver cálculos biliares do que os homens.

Agora ,um estudo feito por cientistas e médicos americanos na cidade de Boston,nos Estados Unidos, mostrou que mulheres que ingeriam café com regularidade,reduziram em até 25% as chances de desenvolverem a doença. Isso se daria, porque a cafeína teria o poder de impedir o desenvolvimento dos grandes cálculos biliares,que são responsáveis pelos casos mais graves, que levam às intervenções cirúrgicas.

O que comprovaria essa particularidade, seria o fato de que no estudo feito, mulheres que beberam café descafeinado não apresentaram redução da probabilidade do aparecimento do cálculo biliar.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

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