sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Dores da Pedra na Vesícula

Frotes cólicas, dor na boca do estômago ou embaixo da costela, do lado direito – sobretudo depois de se alimentar com frituras e alimentos gordurosos –, além de enjôos, são os sintomas que mais acometem quem sofre de cálculos ou possui as chamadas pedras na vesícula. Para entender melhor o problema, é preciso conhecer um pouco do funcionamento, tanto da vesícula quanto do fígado.

Este produz uma substância chamada bile, cuja função básica é a de ajudar na digestão, através da emulsificação da gordura. A bile sai do órgão através de um canal e vai até o intestino. A vesícula fica no meio do caminho deste canal, que vai do fígado ao intestino e serve como um reservatório para a bile.

Quando o organismo necessita dessa bile para auxiliar na digestão, a vesícula se contrai e elimina uma quantidade maior naquele momento. Durante o tempo em que a pessoa está sem se alimentar, o fígado continua a secretar a bile, que vai se acumulando na vesícula. Quando a pessoa se alimenta, esta bile estará bem concentrada, sendo expelida através de uma contração, caindo no intestino na hora em que o alimento – sobretudo a gordura – é ingerido.

Mas afinal o que é o cálculo? Quem esclarece é o médico-chefe do Serviço de Cirurgia-Geral do Hospital Pedro Ernesto, Roberto Garcia. “A bile é um líquido formado por várias substâncias, porém três delas devem existir nas proporções certas. São elas: bilirrubina, sais biliares e colesterol.

Quando o colesterol da bile está mais alto do que as outras duas substâncias, ele se transforma em cristais que se aglomeram e acabam se transformando no que chamamos de cálculos.” O médico explica que estes cálculos são na verdade uma doença da bile. “Caso a pessoa não tenha vesícula, mesmo que o líquido (bile) seja hipersaturado, ou seja, com muita gordura, irá cair diretamente pelo canal no intestino.

Mas quando encontra um reservatório (vesícula), onde fica concentrado durante horas, isto permite que, nas pessoas que possuem uma alteração na bile, se formem pedras dentro da vesícula.” Pessoas mais propensas De acordo com o cirurgião, o problema é muito mais freqüente nas mulheres, em especial nas que estão obesas, têm acima de 40 anos e possuem mais de três filhos.

Um costume que também pode provocar a doença é o de fazer regimes rápidos, que levam a um emagrecimento em curto espaço de tempo, mas em que logo se recupera o peso perdido. “A pessoa resolve passar fome, fica muitas horas em jejum, e não estimula a contração. Caso apresente uma predisposição de problemas na bile, ela vai desenvolver este mal”, esclarece. Tratamento O tratamento consiste em cirurgia, e já é estabelecido há mais de cem anos no Brasil.

No ato cirúrgico, é retirada a vesícula. “Com este procedimento, mesmo que a bile continue com o problema de excesso de colesterol, ela não terá mais o local apropriado para que estes cristais se aglomerem. Então, a retirada da vesícula é o tratamento definitivo. Hoje em dia, o ideal é que se faça a cirurgia através de videolaparoscopia, que já é oferecida em toda a rede pública”, finaliza o cirurgião.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O QUE ACONTECE SE A CIRURGIA NÃO PUDER SER REALIZADA POR VIA LAPAROSCÓPICA?

Em um pequeno número de pacientes o método não é possível de ser realizado. Isto ocorre geralmente devido a dificuldades anatômicas locais inerentes do paciente ou do grau de inflamação que ocorre no local devido a doença da vesícula. Quando o cirurgião resolve converter uma cirurgia em prol da segurança do paciente, não se considera o fato como uma complicação mas sim como julgamento cirúrgico (bom senso). Fatores que podem levar a conversão da cirurgia fechada para aberta incluem obesidade excessiva , história de cirurgia abdominal prévia, sangramento de difícil contensão e outras.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Pancreatite Aguda, terrível consequencia...

Antes de qualquer coisa, se você tem alguma dúvida sobre o que será da sua vida sexual depois da cirurgia, leia aqui SEXO no pós cirúrgico.

A Pancreatite aguda é uma condição resultante da inflamação aguda do pâncreas. A principal função do pâncreas é produzir enzimas digestivas, insulina e glucagon que regulam os níveis de açúcar de sangue.

Na Pancreatite, as enzimas pancreáticas que normalmente são lançadas nos intestinos delgados para ajudar na digestão são ativadas dentro do próprio pâncreas e começam a danificá-lo. Se a crise é grave ou prolongada, ou se ocorrem surtos de pancreatite aguda repetidamente, a lesão permanente do pâncreas pode acontecer e levar a uma condição chamada pancreatite crônica.

As duas causas mais comuns de pancreatite são os cálculos de vesícula biliar e o etilismo (uso abusivo do álcool). Como o canal pancreático, que leva enzimas digestivas do pâncreas para o intestino delgado é comum ao canal da bile, que vem da vesícula biliar e do fígado, os cálculos biliares que entupirem o canal pancreático impedem que as enzimas cheguem ao intestino, ficando acumuladas dentro do fígado e sendo pois ativadas, corroendo o órgão por dentro. Embora a maioria das pessoas que bebem álcool não desenvolva a pancreatite, beber grandes quantidades de álcool pode ativar a pancreatite.

Outros fatores que às vezes podem causar pancreatite incluem:

Trauma abdominal (pancreatite traumática),
Cirurgia abdominal, Medicamentos, incluindo certos antibióticos (metronidazol, sulfa e tetraciclina), diuréticos tiazídicos e estrogênio, Altos níveis de cálcio ou triglicérides no sangue, Algumas infecções, como caxumba ou hepatite viral,
Procedimentos endoscópicos que envolvem o canal biliar e pancreático,
Idiopática (não é encontrada causa).

Quadro Clínico

Os sintomas da pancreatite aguda incluem:

o Dor abdominal superior que pode ser de tolerável à lancinante, em faixa, na altura do estômago, tanto à direita como à esquerda;

o Projeção da dor para as costas, tórax, flanco ou para baixo,

o Piora da dor com a alimentação, principalmente gordurosos,

o Náuseas e vômitos,

o Perda do apetite,

o Distensão abdominal (inchaço),

o Febre,

o Falta de ar,

o Cansaço,

o Hipotensão e Choque (pressão muito baixa impossibilitando o funcionamento dos órgãos).


Diagnóstico

A história clínica do paciente irá revelar o uso abusivo do álcool que, quando ausente, principalmente em mulheres, é fortemente sugestivo de calculose da vesícula biliar, confirmada pelo exame de Ultra-sonografia.

Os exames de sangue revelarão níveis elevados das enzimas pancreáticas, amilase e lípase confirmando o diagnóstico de pancreatite. A diminuição do cálcio no sangue é sinal de piora, assim como o aumento dos leucócitos, da glicose, da uréia e da creatinina.

Em alguns casos de pancreatite a amilase do sangue pode ser normal pois ela sobe rapidamente no início e logo diminui, não significando melhora.

Em alguns casos, a Tomografia Computadorizada de Abdome quando há suspeita de inchaço do pâncreas e da presença de líquidos no abdome. A tomografia também pode revelar pseudocistos pancreáticos que são cavidades contendo enzimas pancreáticas que se desenvolvem em alguns casos de pancreatite grave na pancreatite crônica. Complicações sérias podem acontecer quando os cistos estouram e as enzimas entram em contato a superfície do abdome (peritonite).

Prevenção

o Evitar o abuso de álcool se a pessoa nunca teve pancreatite,

o Nunca mais beber, se a pessoa já teve algum episódio de pancreatite álcool-induzida,

o Acredita-se que manter um peso normal e evitar a perda de peso rápida possa prevenir o desenvolvimento de cálculos biliares,

o Evitar o uso indiscriminado de antibióticos e de contraceptivos orais a base de estrogênio.



Tratamento


· Medidas Gerais:



o Repouso no hospital,

o Jejum para “descansar” o pâncreas,

o Reposição de líquidos por via endovenosa,

o Passagem de uma sonda pelo nariz até o estômago para controlar os vômitos,

o Nutrição parenteral (por uma veia grossa) pode ser necessária nos casos mais graves,



· Remédios para proteger o estômago de úlceras de stress. Inclui os bloqueadores H2 (Cloridrato de ranitidina) e os Inibidores da bomba de próton (Omeprazol, Pantoprazol, Esomeprazol, etc),



· Antibióticos só são indicados nos casos graves e quando a causa é a calculose biliar pela freqüente presença de infecção da vesícula – colecistite.



· A Cirurgia é indicada nas seguintes situações:



o Tratamento definitivo dos cálculos de vesícula (colecistectomia),

o Infecção pancreática documentada com abscesso (coleção de pus),

o Necrose (deterioração) extensa do pâncreas,

o Hemorragia importante,

o Choque que não melhora,

o Insuficiência de múltiplos órgãos.



Qual médico procurar?


O paciente com uma dor abdominal intensa, que não melhora com as medidas caseiras, ou que é acompanhada de vômitos ou náuseas intensos, deve-se procurar um cirurgião geral ou ser atendida em um pronto socorro.



Prognóstico.



A pancreatite de leve freqüentemente melhora na primeira semana, sem complicações e sem nenhum problema adicional, mas os casos graves podem durar várias semanas. A pancreatite crônica pode se desenvolver se houver uma lesão significativa do pâncreas ou se o paciente teve vários ataques ao longo do tempo.



Quase 10 por cento dos pacientes desenvolvem complicações como abscesso e necrose do pâncreas que podem requerer tratamento cirúrgico.



A Pancreatite causada pela bebida alcoólica ocorrerá em crises, de tempos em tempos, se o paciente insistir em beber. Aproximadamente 10 por cento dos pacientes com pancreatite aguda relacionada ao álcool desenvolvem pancreatite crônica.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Testemunho pessoal

Eu estava com uma terrível dor nas costas, vários médicos me olharam e disseram que devia ser problema na Vesícula...
3 anos após muita dor sentida, fiz a ultrassom e desscobri que tinha umas 100 pedras... vale ressaltar que muita gente tem morrido com o deslocamento dessas pedrinhas para o pâncreas...
Creio que foi um salvamento de Deus, estou vivo e sadio !

Se você tem dores nas costas..não repita o meu erro, faça o exame o quanto antes !

Eduardo Machado
Goiânia - GO

www.semprebonus.com.br

domingo, 31 de agosto de 2008

Pacientes relatam dificuldades após infecção por micobactéria

A grande luta dos pacientes que foram infectados pela micobactéria parece não ter fim. Nesta terça-feira (12), antes da audiência pública que anunciou as novas normas sanitárias para os hospitais do Estado, a emoção tomou conta das vítimas que tiveram o corpo deformado por causa da infecção por micobactéria.

Muitas delas fizeram questão de mostrar as cicatrizes para que assim a população se juntasse a eles na luta pela cura. Cura esta que absolutamente não existe, de acordo com o promotor de justiçal, Saint´Clair do Nascimento Júnior.

Algumas pessoas falaram sobre como a micobactéria mudou a vida delas: emprego, estudo, vida social. Tudo foi perdido. Foram inúmeros relatos e pedidos por justiça e pela cura.

Márcia Guidoni Bissi, de 40 anos, fez uma cirurgia de vesícula pra retirar uma pedra, em julho de 2007, e foi contaminada. Ela conta que sofreu muito por conta dos medicamentos e esperava que uma atitude fosse tomada para dar fim à micobactéria.

Falece missionário da Comunidade Canção Nova

Quem faleceu nesta terça-feira, 12, por volta das 20 horas, foi um dos membros da Comunidade Canção Nova, José Lacquaneti, 58 anos.

Seu Lacqua, como era conhecido entre os irmãos de comunidade, descobriu, há menos de dois meses, ao realizar uma cirurgia para retirada de pedras na vesícula, que estava com câncer.

Em seus 13 anos de comunidade, passou por vários campos de missão e atualmente estava na casa de missão de Palmas, no Tocantins.

O formador geral da comunidade, Diácono Nelsinho Corrêa, destacou que seu Lacqua era um homem justo e honesto, e que com ele e tantos outros "o Céu está se enchendo de pessoas de 'peso' para intercederem pela missão da Canção Nova".

A Missa de corpo presente acontece hoje, no fim da tarde, na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP) e, logo em seguida, acontece o sepultamento.

Lacqua, obrigado! Você combateu o bom combate!

domingo, 18 de maio de 2008

Saiba tintim por tintim

Se você tem alguma dúvida sobre o que será da sua vida sexual depois da cirurgia, leia aqui SEXO no pós cirúrgico

No passado...

Quando seu cirurgião recomendava uma operação de vesícula biliar, você se lembrava de um amigo ou parente que fez a mesma cirurgia há alguns anos . Eles tinham uma cicatriz imensa e contavam da dor intensa que tiveram depois da cirurgia. Eles ficaram no hospital por uma semana sem poder voltar as atividades normais em menos de 6 semanas . Então você ficava preocupado em passar pelas mesmas coisas. Como fazer para ficar afastado do trabalho quase dois meses?

Hoje... há uma nova técnica cirúrgica com grandes vantagens

A remoção da vesícula biliar é uma das cirurgias mais praticadas , e a maioria já é realizada por via laparoscópica . O termo médico para este procedimento é colecistectomia videolaparoscópica.

Ao invés de incisões de 20 a 30 cm de extensão , a operação é realizada através de quatro pequenos orifícios de 0,5 cm no abdomen.

A dor pós-operatória é muito menor que a da cirurgia convencional.

Geralmente o paciente fica um dia internado no hospital e retorna às atividades normais em 10 a 15 dias.


O QUE É A VESÍCULA BILIAR?

É um órgão em forma de pera situado sob o lobo direito do fígado.

Sua principal função é coletar a bile produzida pelo fígado e concentrá-la . Quando a pessoa se alimenta , a vesícula biliar se contrai liberando a bile, a qual passa por um canal chamado colédoco, até chegar ao intestino e encontrar o alimento.

A remoção da vesícula biliar não está associada a nenhuma disfunção digestiva na maioria das pessoas.

O QUE CAUSA PROBLEMAS DA VESÍCULA BILIAR?

O principal problema da vesícula biliar está associado a presença de cálculos. São pedras de variado tamanho e número, geralmente formadas a partir do colesterol e/ou sais biliares contidos na bile.

É ainda incerto o porque certas pessoas formam pedras .

Não há maneira de prevenir que as pedras se formem.

Estas pedras podem bloquear a saída da vesícula biliar , impedindo o fluxo natural da bile , ocasionando um aumento da pressão dentro da vesícula, levando a um inchaço (edema) e conseqüentemente a infecção . Este estado é conhecido como colecistite aguda. A pessoa apresenta uma dor intensa tipo cólica em baixo da costela direita, com vômitos e posteriormente febre.

Se uma pedra pequena conseguir passar para o canal da bile a pessoa pode ficar amarela e ter complicações severas.

COMO ESTES PROBLEMAS SÃO DETECTADOS E TRATADOS?

A ecografia ou ultrassonografia abdominal é o método de escolha para o diagnóstico.

Em alguns casos mais complexos , outros exames radiológicos são necessários.

Cálculos (pedras) de vesícula não desaparecem com o tempo . Qualquer tentativa outra que cirurgia não apresentaram qualquer sucesso. Melhoras temporárias podem ocorrer porém podem retornar com complicações.

A remoção da vesícula é o tratamento mais rápido e seguro para a colelitíase. (termo médico para denominar presença de pedra na vesícula biliar)

QUE TIPO DE PREPARO É NECESSÁRIO?

A noite na véspera da cirurgia a partir da meia-noite deve permanecer me jejum absoluto.

Tomar um banho à noite ou na manhã antes da cirurgia.

Se você tem problemas de obstipação crônica avise seu cirurgião.

Se você faz uso de medicações com doses diárias, converse com seu cirurgião para encontrar a melhor solução . Se faz uso de medicações anti-coagulantes ou aspirina não deixe de alertar o seu médico.

COMO É REALIZADA A RETIRADA DA VESÍCULA BILIAR?

O paciente é operado com anestesia geral.

Feita uma pequena incisão no umbigo onde é introduzido uma agulha para encher a cavidade abdominal de um gás especial. A intensão é criar um espaço para que a cirurgia possa ser realizada.



É então introduzido um tubo metálico chamado trocáter por onde é colocado o laparoscópio ( como um telescópio ) . Através deste é visualizada toda a cavidade abdominal.






Realizado mais tres pequenos cortes por onde são colocadas as pinças que vão ser utilizadas durante a cirurgia.



Em algumas situações especiais , é realizado RX do canal da bile durante a cirurgia para detectar pedras no canal da bile. Se estes forem detectados, deverão ser removidos ou durante a cirurgia ou após num procedimente realizado com endoscopia. (papilotomia endoscópica)



Ao final da cirurgia os cortes são fechados com um ou dois pontos na pele.

O QUE ACONTECE SE A CIRURGIA NÃO PUDER SER REALIZADA POR VIA LAPAROSCÓPICA?

Em um pequeno número de pacientes o método não é possível de ser realizado. Isto ocorre geralmente devido a dificuldades anatômicas locais inerentes do paciente ou do grau de inflamação que ocorre no local devido a doença da vesícula. Quando o cirurgião resolve converter uma cirurgia em prol da segurança do paciente, não se considera o fato como uma complicação mas sim como julgamento cirúrgico (bom senso). Fatores que podem levar a conversão da cirurgia fechada para aberta incluem obesidade excessiva , história de cirurgia abdominal prévia, sangramento de difícil contensão e outras.

QUANTO TEMPO VOU FICAR NO HOSPITAL?

A grande maioria dos pacientes submetido a colecistectomia videolaparoscópica não fica mais que 24 horas internado no hospital. Em alguns casos o paciente é operado no começo da manhã, podendo ser liberado na noite do mesmo dia.

QUANDO VOU PODER VOLTAR AO TRABALHO?

Em média poderá voltar as suas atividades plenas em 7 dias. É claro que depende do que você faz . Se você tem um trabalho que exige grande ou médio esforço , o habitual é retornar as atividades em 3 a 4 semanas.

É SEGURO REALIZAR A CIRURGIA POR VIA LAPAROSCÓPICA?

Os riscos da cirurgia laparoscópica é identico ao da cirurgia convencional .Sendo que no método convencional corre-se um risco maior de formação de hérnia no local do corte.

HÁ RISCOS NA CIRURGIA VIDEOLAPAROSCÓPICA?

Apesar da cirurgia ser considerada segura , complicações podem ocorrer como em qualquer outra cirurgia.

O SEU CIRURGIÃO DEVERÁ ESCLARECÊ-LO DOS RISCOS CIRÚRGICOS E AJUDÁ-LO A DECIDIR PELA CIRURGIA MOSTRANDO QUAIS OS RISCOS DE PERMANECER COM PEDRAS NA SUA VESÍCULA.

O QUE ACONTECE LOGO APÓS A CIRURGIA DA VESÍCULA?

A cirurgia de vesícula é uma cirurgia abdominal e portanto um pouco de dor pós-operatória você deverá ter. Náuseas e vômitos podem ocorrer nas primeiras 12 horas.

Uma vez que a dieta líquida é bem tolerada ou não haja vômitos, o paciente poderá receber alta no dia seguinte.

Sair da cama já no pós-operatório é permitido e estimulado. Na manhã seguinte os curativos podem ser retirados e o paciente tomar banho.

Em geral a recuperação é gradual e progressiva . Voce deve sempre estar melhor no dia seguinte.

Em uma semana deve retornar para retirar os pontos.

DEVO AVISAR MEU MÉDICO QUANDO...

Apresentar febre constante (acima de 38oC)
Começar a ficar com a pele ou os olhos amarelos
Tiver náuses e vômitos
Sangrar a ferida operatória continuamente
Aumento da dor abdominal ou o abdomen inchar.
Tiver calafrios
Tosse persistente ou respiração curta
Dificuldade de engulir líquidos ou sólidos após o período normal de recuperação
Mostrar secreção pela ferida operatória.

Em pacientes assintomáticos, que encontram uma pedra acidentalmente em exames de rotina, em geral, o comportamento é expectante. Várias pesquisas mostram que menos de 15% das pessoas com cálculos desenvolvem sintomas em 10 anos. Além disso, a maioria dos pacientes que apresentam sintomas devido ao cálculo biliar faz isso como cólica biliar, e não colecistite, colangite ou pancreatite. Portanto, a menos que existam outros dados no prontuário, os pacientes com colelitíase assintomática geralmente não são submetidos à cirurgia.

Cirurgia da vesícula biliar

Se o paciente apresentar sintomas de cálculos, mesmo que sejam apenas cólicas biliares, a cirurgia está indicada. O tratamento mais comum nesses casos é a colecistectomia, que é a remoção cirúrgica da vesícula biliar. A colecistectomia pode ser realizada por cirurgia tradicional ou por laparoscopia. Atualmente, a cirurgia laparoscópica é a mais utilizada.

Nos casos de colangite, cálculos biliares ou pancreatite, o procedimento também é cirúrgico e com o objetivo de desobstruir os ductos biliares. Após a desobstrução, a vesícula biliar também é removida no mesmo ato cirúrgico para evitar recorrências.

A vesícula biliar é um órgão importante, mas não é vital. A maioria dos pacientes sem vesícula biliar vive sem grandes problemas. Os principais sintomas que surgem após a retirada da vesícula são: aumento de gases e fezes mais moles, principalmente após a ingestão de alimentos gordurosos.

Tratamento não cirúrgico de cálculo biliar

Em pacientes com cálculos predominantemente de colesterol e sem evidência de complicações, existe a opção de tratamento através de medicamentos. Existe uma substância chamada ácido ursodesoxicólico, ou ursodiol, que dissolve esse tipo de cálculo. Através da tomografia computadorizada, muitas vezes é possível avaliar a composição das pedras e indicar o tratamento com medicamentos. O tratamento com este medicamento é muito lento e pode durar anos até que a pedra esteja totalmente dissolvida. Se o paciente teve cólica biliar, esse tipo de tratamento não é indicado, porque ninguém vai manter o paciente com dor por tanto tempo.

Existe até a opção de tratamento com ondas de choque (litotripsia), semelhante ao feito com a pedra nos rins.

O grande problema do tratamento não cirúrgico é a alta taxa de recorrência das pedras. Mais de 50% de pacientes voltam a apresentar pedras em um intervalo de 5 anos.

Os cálculos formados pelo uso do antibiótico ceftriaxona geralmente desaparecem espontaneamente algumas semanas após a suspensão da medicação.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Pedra na Vesícula, o que é ?


CÁLCULO BILIAR (PEDRA NA VESÍCULA)


Para entender a natureza dos cálculos é útil conhecer a anatomia da vesícula e dos canais biliares. A vesícula é um órgão em forma de pêra que está abaixo do fígado no lado superior direito do abdômen. O fígado produz bile, um líquido amarelo necessário para ajudar na digestão de gorduras. Os ductos ou tubos, levam a bile do fígado para a vesícula, que se contrai periodicamente para lançar a bile dentro do intestino.


COMO FORMAM AS PEDRAS?


A bile é composta de uma variedade de substâncias, incluindo colesterol, sais biliares e certos pigmentos. A vesícula absorve a água da bile causando a sua concentração. Em algumas pessoas formam finos cristais de colesterol e pigmentos. Esses cristais crescem gradualmente até formar uma ou centenas de pedras. Cerca de 80% das pedras são compostas de colesterol e o restante são feitos de pigmentos, sais biliares e outras substâncias.


QUEM DESENVOLVE PEDRAS?


É mais freqüente em nosso meio a mulher, acima de 40 anos com filhos e obesa. A proporção no sexo masculino é menor. A perda rápida de peso produz pedras em algumas pessoas. A hereditariedade, idade, dieta e gravidez são provavelmente fatores importantes no desenvolvimento das pedras.


SINTOMAS


Muitos pacientes com pedras não tem sintomas. Cerca de 50% dos pacientes eventualmente experimentam um dos seguintes sintomas: - Cólica: A dor da cólica usualmente ocorre após a alimentação quando a vesícula se contrai. É freqüente também na alta madrugada. Durante a contração a saída da vesícula é obstruída por uma ou mais pedras, ou mesmo na saída para o intestino. Esta situação causa uma dor intermitente freqüentemente forte, que é sentida na região do estômago ou mesmo no lado superior direito do abdômen. A cólica pode ser de poucos minutos ou por várias horas. - Inflamação da vesícula: Ocasionalmente, as pedras irritam a vesícula provocando uma inflamação. Esta condição produz uma constante e severa dor na parte superior direita do abdômen. É conhecido como colecistite aguda. É uma condição séria. - Icterícia: Quando a pedra aloja-se na saída principal para o intestino, o fluxo da bile é bloqueado e não pode alcançar o intestino. Há uma volta da bile para o sangue. A pele torna-se amarelada, a urina escura e as fezes esbranquiçadas. - Outros sintomas: As pedras são freqüentemente acusadas de provocar indigestão, náusea e intolerância a alimentos gordurosos. Entretanto muitas pessoas que apresentam estes sintomas, não tem as pedras. Portanto o médico nem sempre está seguro de ser as pedras a causa desses sintomas.


DIAGNÓSTICO


O médico ou mesmo o paciente pode suspeitar a presença de pedras, simplesmente pelos sintomas. Um ultra-som é o exame mais adequado pela simplicidade, rapidez e pelo baixo custo. Outro fator importante é a inexistência de contra indicação. Neste exame ondas sonoras são dirigidas para dentro da vesícula mostrando a anatomia e a presença ou ausência das pedras.


TRATAMENTO


Como muitos pacientes com pedras não desenvolve sintomas, atualmente é controverso se há ou não indicação de tratamento. Quando o tratamento é indicado envolve um dos seguintes:- Cirurgia laparoscópica: Esta técnica é o tratamento de escolha para a grande maioria dos pacientes. São realizadas 4 a 5 pequenas incisões no abdômen. Uma microcâmera é inserida em um deles e nas outras incisões são colocadas as pinças necessárias para separar a vesícula do fígado. A vesícula inteira e as pedras são retiradas por um dos orifícios. Com esta técnica, o procedimento é mais confortável, baixa permanência hospitalar, baixo risco de infecção e condição estética agradável.- Cirurgia tradicional: No passado era o tratamento de escolha. Com esta cirurgia é feito uma incisão de 10 a 20cm no lado direito do abdômen e a internação é de 3 a 6 dias. Há situações em que este tipo de cirurgia é necessária. - Dissolventes de pedras: Há drogas disponíveis que dissolvem as pedras de colesterol. A completa dissolução dos cálculos, quando ocorre, leva de 6 meses a 2 anos. Sendo o tratamento de manutenção necessário. Como dificuldade há o custo do medicamento, e alta taxa de retorno das pedras. Pela simplicidade e rapidez da cirurgia laparoscópica, esta técnica é hoje de longe a mais comumente usada. O organismo funciona normalmente sem a vesícula.


PREVENÇÃO


Há atualmente certas recomendações de como prevenir os cálculos: - Fortes evidências: Manter o peso ideal mas não perder mais de 1 quilo e meio por semana. - Baixas evidências: Aumento de fibras vegetais, vitamina C e café. Adicionalmente atividades físicas parecem Ter um valor de proteção.


RESUMO


A pedra na vesícula é uma desordem comum e freqüentemente não causa sintomas. Entretanto eles podem produzir dor severa, e sérias complicações que requerem uma abordagem adequada. O objetivo é evitar situações de complicações clínicas (pancreatite, bacteremia, etc.) e cirúrgicas. Para as pedras sintomáticas, a cirurgia laparoscópica é a mais comumente usada embora outras formas de tratamento são disponíveis.