Na maior parte dos casos as pedras da vesícula são assintomáticas e não necessitam de qualquer tratamento. É enorme o número de pessoas, em todo o mundo, operadas indevidamente. Os sintomas invocados para justificar a operação (azia, desconforto e enfartamento do estômago, vómito cíclico etc.), nada têm a ver com as pedras da vesícula e reaparecem depois da operação.
1 -Tratamentos não cirúrgicos:
Dissolução com ácido ursodesoxicólico: A dissolução dos cálculos da vesícula é pouco eficaz e por isso é pouco utilizada. Só os cálculos de colesterol ( transparentes ao RX ) de pequenas dimensões, em vesículas funcionantes, é que respondem aos dissolventes. São necessários vários meses de tratamento. Uma vez conseguida a dissolução e terminado o tratamento os cálculos voltam a formar-se. Por tudo isto, a dissolução dos cálculos tem indicações muito restritas.
Litotricia: os cálculos são fragmentados com litotritores através de ondas de choque. O sucesso da técnica depende de várias factores ( cálculos pequenos, número de ondas de choque, terapêutica adjuvante com ácido ursodesoxicólico etc.). Como a vesícula não é tirada, 7% das pessoas ao fim de um ano já tem cálculos e 30% ao fim de 5 anos. Também as indicações desta técnica são restritas.
Litotricia: os cálculos são fragmentados com litotritores através de ondas de choque. O sucesso da técnica depende de várias factores ( cálculos pequenos, número de ondas de choque, terapêutica adjuvante com ácido ursodesoxicólico etc.). Como a vesícula não é tirada, 7% das pessoas ao fim de um ano já tem cálculos e 30% ao fim de 5 anos. Também as indicações desta técnica são restritas.
2 - Tratamento cirúrgico dos cálculos da vesícula:
Colecistectomia: A primeira colecistectomia foi feita em 1882. Seria um erro tirar os cálculos e deixar a vesícula. Pouco tempo depois a vesícula tinha novamente cálculos. Por isso o cirurgião quer utilize a técnica clássica quer utilize a recente técnica laparoscópica ( realizada em Portugal desde 1991 ) faz sempre uma colecistectomia - tira a vesícula com as pedras.
A vesícula é indispensável para o organismo?: Não. Depois de tirada a vesícula os canais biliares adaptam-se e o esfíncter de Oddi regula a saída da bílis para o intestino. Pode viver-se, sem vesícula, sem que isso traga qualquer inconveniente.